Sexta-feira, 22 de  março de 2019

Nova previdência incendeia a luta de classes no país

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Escrito por Luciane Ferreira |  Categoria: Artigos
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Por Luiz Flávio Gomes, professor, jurista e deputado federal (PSB-SP)


Os sinais de falência do Brasil são inequívocos: (i) economia estagnada (crescimento raquítico de 2% ao ano, nos últimos 40 anos: 1981-1990, 1,6%; 1991-2000, 2,5%; 2001-2010, 3,7%; 2011-2018, 0,5% – dados de Adolfo Sachsida, atual Secretário de Política Econômica); (ii) povo, famílias e governo endividados; (iii) adultos e juventude desescolarizados e por aí vai.

A história da humanidade ensina que entre os sinais de falência e o colapso total de uma nação encontram-se as nove camadas do inferno de Dante, marcadas por sofrimento, angústias, carências, humilhação e ranger de dentes. O oprimido povo do Rio de Janeiro, por exemplo, já sabe muito bem o que é isso. Se não adotarmos eficientes “freios de arrumação”, a situação tende a agravar.

A Argentina está padecendo essa via-crúcis; Venezuela está em processo adiantado de decomposição. No Brasil, sete Estados já descumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal: ou ultrapassam o limite de 49% com o funcionalismo (MG, 67%; MT, 58%; TO, 57%; RR, 52%; PB, 51%) ou têm dívida superior a duas receitas (RJ, 262% e RS, 223%). Estão quebrando um a um.

É evidente que precisamos de reformas profundas. Muitas! O normal, então, seria todos nós brasileiros estarmos lutando por um objetivo comum, pela reconstrução da nação. Mas mesmo quando nos deparamos com os “restos da destruição” (da autofagia e da alterofagia imperantes), por força dos nossos históricos “demônios pérfidos”, o que sobressai é a divisão, a disputa, a guerra, o conflito. A Nova Previdência é mais um momento de guerra.

O Brasil, de tradição escravagista e extrativista, nunca foi capaz de erguer um único projeto duradouro e inclusivo de país. Cada grupo pensa nos seus interesses. São Mateus (25:29) matou a charada: “Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado”.

A necessária reforma da previdência, desenhada e esquadrinhada pelas elites financeiras do poder, ao tentar reduzir desigualdades constitui o novo fermento da discórdia, da velha luta de classes.

A pizza dos recursos públicos escassos é uma só. Se não se demonstrar que a reforma tem por princípio a justiça (dar a cada um o que é seu), logo todos perguntarão: quem ficará com os pedaços maiores da pizza?

O governo fala em R$ 1 trilhão de economia em 10 anos. Ok. Mas essa economia (esse sacrifício) vai beneficiar quem? É segurança para quem? Só para o pagamento dos juros? Tirar dos muito pobres, que são desorganizados, é uma coisa deprimente, mas eles oferecem pouca resistência. Mexer com as classes organizadas, sobretudo dos servidores, é outra.

São elas que com mais efusividade perguntam: os bilionários devedores do INSS serão efetivamente cobrados? As empresas milionárias abrirão mão das suas renúncias e isenções fiscais e previdenciárias (mais de $ 54 bilhões de reais por ano)? Teremos políticas públicas de combate aos caloteiros e sonegadores? Os desvios do dinheiro da previdência vão cessar?

A propaganda twitteira e provinciana do governo está deixando muito claro que quem vai arcar com seus custos são os ruralistas, velhinhos aposentados, pensionistas pobres, professores, os servidores, inclusive os de classe média etc. Mas obviamente não está dizendo uma linha sequer sobre os vencedores, os ganhadores.

Os trabalhadores e servidores estão sentindo que os ônus vão para eles e os bônus para as elites financeiras do poder. Isso é fonte de indignação e um convite para a luta.

Os batalhões, armados até os dentes, estão prontos para os conflitos. A guerra de narrativas já se iniciou. Vamos aos pontos principais:

(i) Os jabutis (matérias estranhas à previdência que foram contrabandeadas para dentro da reforma) devem ser cortados: (i) não pagamento da multa de 40% do FGTS no caso de dispensa de trabalhador aposentado (5,2 milhões de aposentados estavam trabalhando em 2015, diz o IBGE); (ii) regras eleitorais favoráveis à elegibilidade dos militares (que poderão entrar na política sem as amarras da atual Constituição). Sou favorável à segunda hipótese, mas a questão é que isso não tem nada a ver com a previdência;

(ii) O governo tem que desencadear um rigoroso sistema de cobrança dos devedores solventes do INSS (JBS, Bancos etc.) e também deve se comprometer a não desviar recursos dele para outras finalidades;

(iii) Ajustes nas idades para aposentadoria. O presidente já disse que isso merece atenção; há espaço para “cortar gordura”, disse Bolsonaro (Folha 1/3/19);

(iv) Os servidores acham que o aumento excessivo nas alíquotas da contribuição (que podem chegar a 22%) significa confisco (há inclusive decisão do STF nesse sentido, que glosou aumentos propostos na reforma de FHC; mais recentemente, outra decisão foi proferida pelo ministro Lewandowski);

(v) Os militares não podem ficar fora da reforma; mas eles querem aumento de salários, para que isso aconteça;

(vi) A desconstitucionalização de praticamente todos os direitos dos trabalhadores e servidores (que no futuro poderão ser modificados por lei complementar, de mais fácil tramitação) é um ponto que é visto como perda de garantias; por essa via vai se permitir alterar a idade de aposentadoria dos ministros do STF. Se o patamar de 75 anos hoje for rebaixado, muitas novas nomeações poderiam ocorrer (essa seria a intenção do atual governo?);

(vi) O regime de capitalização, que é o oposto do regime de repartição (os mais jovens trabalham para ajudar os mais velhos) passa a ser obrigatório para os novos trabalhadores ou servidores. Cada um vai cuidar da sua aposentadoria. As empresas ficarão livres do pagamento da sua parte ao INSS. Todo mundo só vai ser contratado nesse regime. A questão séria aqui é a garantia do trabalhador. Sem securitização, muitas empresas de captação podem falir e deixar todo mundo no vácuo. Não se pode descartar a hipótese de malandragem;

(vii) A reforma é cruel com os velhinhos pobres e miseráveis, que hoje recebem um salário mínimo de BPC (Benefício de Prestação Continuada) e passarão a contar apenas com R$ 400 reais, até completarem 70 anos; dois milhões de velhinhos estão nessa situação; é cruel também com o trabalhador rural porque exige dele mais tempo de contribuição; 11,3 milhões de pessoas estão nessa situação;

(vii) A exigência de 20 anos de contribuição para a massa dos trabalhadores pobres fecha as portas para a aposentadoria deles, sobretudo para as mulheres, posto que passam muito tempo no mercado informal. As mulheres deixam de trabalhar vários anos para cuidarem dos filhos;

(viii) A nova previdência agrava o dualismo abissal do país (escola privada “versus” escola pública, saúde privada “versus” saúde pública etc.) construindo um novo dualismo na previdência (privada “versus” pública). A previdência privada (capitalização) vai se distanciar enormemente da previdência pública; idosos mais ricos “versus” idosos pobres (Laura Carvalho, Folha 28/2/19);

(ix) A reforma tira da Constituição a regra que exige o reajuste dos benefícios pela inflação; havendo o retorno da alta inflação, os benefícios previdenciários vão se evaporar em pouco tempo;

(x) Bolsonaro demonizou a política, os políticos e o sistema democrático em geral. Disse que não negociaria nada. Agora já se fala num toma-lá-dácá da velha política; o desgaste é imenso, sobretudo quando se sabe que os sacrifícios da reforma da previdência vão recair sobre os ombros dos trabalhadores e servidores, ficando fora os poderosos (sobretudo os que devem grandes quantias para o INSS e não pagam);

(xi) A pensão por morte será agora de 50% do valor da aposentadoria, mais 10% por dependente. Isso significa bilhões de economia, mas vale a pena massacrar as classes da base da pirâmide social?

(xii) A reforma tem bodes na sala (pontos para serem discutidos), jabutis (matérias estranhas) e até um cavalo de Troia. De acordo com N. Barbosa (Folha 1/3/19) o teto de cobertura do INSS que hoje é de R$ 5.889,45 passará para R$ 998,00. É isso mesmo?

(xiii) Diante de tanta discriminação e confusão talvez haja espaço para a discussão de uma renda básica universal em lugar das labirínticas e desigualitárias situações previdenciárias. Quem recebe Bolsa Família, com filhos (R$ 187,56), é discriminado frente até mesmo os pobres que recebem benefícios previdenciários. Isso é justo?

A complexidade da reforma previdenciária (a sétima que o país está fazendo, após 1988) se agrava quando se sabe que ela está vindo num momento de colapso financeiro do governo e estagnação econômica. Isso tudo é um convite para uma inédita luta de classes.


 

Morte à Lei Rouanet ?

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Escrito por Luciane Ferreira |  Categoria: Artigos
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Por Rosana Valle, deputada federal PSB/SP

Assistir ao julgamento e condenação de uma iniciativa criada para promover, proteger e valorizar as expressões culturais do Brasil e dos brasileiros é no mínimo muito triste. Corta-se o mal pela raiz e pronto? Não posso crer que vamos compactuar com a demonização da Lei Federal de Incentivo à Cultura (nº 8.313 ) que ganhou o apelido de Rouanet sem entender que ela não possui pernas próprias e só seguiu para caminho errado ou tomou um rumo diferente do proposto porque a conduziram para isso.

A lei surgiu em 1991 com o intuito de dar à sociedade o direito de escolher sobre os projetos que devem ou não receber dinheiro público. Funciona (ou deveria funcionar) assim: a lei determina que o Governo abra mão de uma parcela do Imposto de Renda para ser usada no patrocínio de eventos culturais. Para pessoas físicas, o limite de dedução é de 6%. Para as empresas, 4%. Quando uma empresa, por exemplo, precisa pagar 80 mil reais de imposto, ela pode destinar até três mil e duzentos reais para um projeto cultural. Imagine esse dinheiro virando recursos para uma sessão de cinema, voltada à crianças de uma comunidade carente ou uma peça de teatro sobre um personagem ilustre de sua região, apresentada na escola. Até aqui, maravilha.

Antes do responsável pela ideia procurar as empresas, a proposta precisa ser aprovada pelo Ministério do Cultura. Aí começam os problemas. Apesar de estar claro que projetos com forte potencial comercial não podem receber apoio, muitos trabalhos de grandes artistas recebem dinheiro para sua realização, enquanto outros são deixados de lado. Nesses casos, o cidadão acaba pagando duas vezes: com o imposto e depois comprando o ingresso para ver o filme, espetáculo ou o livro custeado. Mesmo quando projetos menores são aprovados e levados até as empresas, algumas dão preferência a uns em detrimento de outros por puro interesse político.

Em 26 anos de existência, a Lei Rouanet beneficiou mais de 50 mil projetos, mas muitas denúncias de mau uso desse dinheiro também chegaram ao Ministério Público. Em São Paulo, um dos escândalos ficou conhecido como “Boca Livre” onde 32 pessoas eram suspeitas de fazer parte de uma organização criminosa que desviou cerca de R$ 21 milhões. Produtores culturais captavam dinheiro pela Lei Rouanet para organizarem eventos, produzirem livros e shows. A verba, no entanto, era usada para festas particulares.

Conclusão: A Lei Rouanet no papel é uma grande iniciativa, mas a questão é quem ela vem beneficiando. Sua aplicação e fiscalização precisa sim, ser revista e reavaliada. As decisões sobre a aprovação dos projetos e a utilização dos recursos devem sair das mãos dos que podem desviar sua finalidade, sejam eles políticos ou empresas que a transformaram em moeda de troca.

Como parlamentar, pretendo levar ao Congresso novas propostas que contribuam para sua reformulação, moralização e transparência nos critérios de aprovação ou prestação de contas.

Durante minha campanha eleitoral, conversei com especialistas ligados ao segmento cultural e sei que existem ótimas ideias surgidas aqui mesmo na Baixada Santista. Propostas elaboradas por pessoas que realmente defendem e fomentam a cultura. Cabe aos deputados discutir alternativas e não pegar carona na indignação popular para simplesmente ganhar notoriedade. Não podemos fazer nascer a nova política com o discurso do ódio. Decretar o fim da Lei Rouanet sem questionar é quase como receber a notícia de que um médico, por não saber como tratar a doença que avança, em vez de tentar novos procedimentos, acredita que a única saída seria matar o paciente e atender o próximo. Temos sabedoria e criatividade para consertar nossos erros com união e diálogo .

 

 

O esforço das famílias do campo

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Escrito por Luciane Ferreira |  Categoria: Artigos
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Por Tarcisio Minetto, secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo

Se você se alimenta todos os dias, agradeça ao agricultor. É pelas mãos dele que 70% dos alimentos são postos à mesa nos lares brasileiros. É pelo esforço de famílias do campo, enfrentando desafios de infraestrutura na rede elétrica e nas telecomunicações, entre outros, que se produz energia para a vida. Neste 25 de julho, Dia do Agricultor Familiar, também Dia do Colono e do Camponês, rendemos homenagem e agradecemos aos que têm essa nobre missão.

 

No Brasil, são mais de 4 milhões de famílias envolvidas com a agricultura familiar. De acordo com o Banco Mundial, a agricultura familiar brasileira é a oitava maior produtora de alimentos do mundo. No Rio Grande do Sul, a atividade envolve 378 mil famílias, correspondendo a 85% dos estabelecimentos rurais e ocupando 30% da área agrícola. Essa força representa 27% do PIB gaúcho.

 

São homens e mulheres confrontados cotidianamente por uma série de dificuldades, mas que contribuem com o seu trabalho e o seu suor para a erradicação da fome e da pobreza, para a proteção do ambiente e para o desenvolvimento sustentável. O Rio Grande do Sul tem vocação agrícola, seja na produção de commodities ou de frutas e hortigranjeiros – na Ceasa, a maioria dos produtos ofertados é da agricultura familiar.

 

O Estado do Rio Grande do Sul mantém uma série de políticas públicas para este segmento, com recursos próprios e em convênios com a União. O foco é estimular a produção, a gestão e o aumento da produtividade, para capacitar o agricultor a gerir melhor sua propriedade, permitindo investimentos em tecnologia que reduzam as dificuldades da produção e gerem renda.

 

Estamos, neste 25 de julho, a um mês do início da Expointer 2018, que é a grande festa do setor agro. E os agricultores familiares estarão presentes em número recorde, ocupando o espaço ampliado da Feira da Agricultura Familiar. A Expointer é uma oportunidade ímpar para que o público urbano dialogue com os agricultores familiares e experimente seus produtos. Mais do que isso, é um momento para o Rio Grande do Sul reconhecer homens e mulheres que semeiam e colhem o alimento que você consome. Vida próspera à agricultura familiar!

Seu voto tem consequência

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Escrito por Luciane Ferreira |  Categoria: Artigos
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Muito se discute sobre a importância do voto em meio ao descrédito da população com a política e com os políticos brasileiros. Nas eleições municipais de 2016 os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostraram que para maioria dos brasileiros o voto não muda a realidade do país ou que a sua influência é mínima.

 

No total, 10,7 milhões de pessoas não compareceram às urnas no segundo turno ou votaram em branco ou nulo, o que significou 32,5% do eleitorado no Brasil. Na capital gaúcha, por exemplo, as abstenções, votos em branco e nulos superaram os 402.165 votos do prefeito eleito naquela oportunidade. 

 

O percentual que espelha esse cenário vem subindo no país, em 2012 foi de 26,5% dos votos válidos. Mas o que esperar das urnas em 2018? Votar nulo colabora ou prejudica o Brasil? Em minha longa estrada como sindicalista, cooperativista e no desempenho do meu primeiro mandato parlamentar, vejo riscos em transferir a sua decisão para outros. A eleição poderá ser decidida, por exemplo, por cidadãos menos esclarecidos ou influenciados por candidatos com campanhas milionárias. Não esqueça: mesmo se a maioria da população anulasse o voto, não haveria efeito já que a Constituição considera somente os votos válidos. 

A política não se restringe ao voto, mas ele é, sem dúvida nenhuma, um instrumento muito importante para definir os rumos do país. Tenha certeza: a corrupção no Brasil está concentrada em alguns grupos. A Operação Lava Jato teve um papel fundamental para mostrar os maus políticos. Agora, a população tem que fazer a sua parte, exercer sua cidadania, escolher candidatos honestos, comprometidos com a sociedade, que tenham ficha limpa. Para isso, precisa conhecer seu histórico e suas bandeiras de luta. 

 

Precisamos de líderes e representantes de nossos anseios e desejos. O seu voto tem consequência, o seu voto faz a diferença porque o seu voto tem o poder de mudar a realidade.

 

Deputado estadual Elton Weber

Executiva Negritude Socialista Brasileira (NSB/RS)

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Escrito por PSBRS |  Categoria: Negritude Socialista Brasileira
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Executiva Negritude Socialista Brasileira (NSB/RS):

Juventudes que aprendem e ensinam

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Escrito por Miki Breier |  Categoria: Artigos
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O tema escolhido pela CNBB para a Campanha da Fraternidade deste ano faz com que reflitamos sobre as políticas públicas voltadas para a juventude. Ao invés de lamentarmos a forte influência das drogas, mídia e violência social nesta fase da vida, precisamos construir projetos, em diálogo com o nosso jovem, que garantam o seu protagonismo.

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    O Partido Socialista Brasileiro (PSB) se mantém desde tempos na vanguarda do debate dos diferentes movimentos de juventude, seja atuando dentro das estruturas do movimento estudantil, como na União Nacional dos Estudantes (UNE), na União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), seja na base, politizando e transformando a realidade através de nossa militância nos diferentes CA,s Das e Grêmios estudantis. Estivemos presentes na derrubada da ditadura, na campanha do petróleo é nosso, nas ruas pedindo “fora Collor”, conquistamos a UERGS e lutamos permanentemente pela construção cotidiana da liberdade e da igualdade.

    Vivemos hoje, entretanto, uma situação de profundo paradoxo. Os tempos de liberdade e de democracia política, conquistada após duros embates, trouxeram consigo também a apatia que aprisiona os jovens numa perspectiva individualista da existência. Persiste ainda um sistema de ensino alienante, massificante e autoritário. O jovem é treinado para a competição, para o consumismo sem freios que não dialoga nem se coaduna com as limitações ecológico-ambientais do planeta. Enquanto jovens queremos construir atitudes transformadoras e emancipadoras, sentimos a necessidade de pensar novos rumos para o mundo que nos cerca, com socialismo e solidariedade, contra o rolo-compressor que tenta nos esmagar no dia-dia, contra o tédio e lamúria dos indiferentes.

    Grande parte dos jovens brasileiros rejeita a política, se dizem apolíticos sem nem saber que a política envolve todas as coisas do seu cotidiano: Por outro lado vêem com bons olhos atitudes de preservação do meio-ambiente, preservação da vida, e da ampliação dos horizontes culturais. Acreditam que na política só existe sujeira, jogo de interesses e pouca preocupação com a população. Esquecem que fazer este jogo, da não participação é a forma mais cabal de concordar com o status quo , de deixar as coisas como estão. Afirmamos então que toda atitude de transformação é uma atitude política, pois dialoga com a mudanças nos modos de pensar e agir. Pequenas bandeiras (culturais, ecológicas, de segurança, desenvolvimento sustentável,etc) se unem na luta pela transformação de um modo de vida capitalista, que exclue parte de nossos jovens do uso e gozo dos bens da vida. O correr da vida que muitas vezes nos embrulha, está apenas a nos exigir coragem para mudar!

    Em resposta a isto nós, militantes da JSB acreditamos no poder de mobilização e transformação da Juventude Brasileira. Não aceitamos o comodismo, denunciamos a estagnação. Queremos atrair o máximo possível de jovens para a participação nos diferentes movimentos de Juventude. Novos horizontes se abrem quando pensamos nas possibilidades e diálogos trazidos pelos conselhos municipais de Juventude, ONGs, OSCIPS, Sindicatos, fundações e demais entidades que militam pela causa do trânsito seguro, da manutenção das florestas, do acesso ao ensino, da reforma universitária, da ampliação do pró-jovem, da sucessão rural e toda uma gama de novas lutas e diálogos, que refletem a pluralidade do cotidiano da vida dos jovens como ela é.

    Rejeitamos este mundo da forma como ele está, rejeitamos os estereótipos, queremos trazer para centro do debate político este conjunto de pequenas lutas, que refletem em nossa concepção a perene impossibilidade do modo de produção capitalista em responder com plenitude aos anseios de vida. Rejeitamos a opressão do homem como única certeza destes tempos. Queremos moldar uma nova realidade, mas sem utilizar os velhos moldes e formas pré-concebidas. Queremos ser novos homens e novas mulheres. Acreditamos em nossos sonhos! Ousamos o diferente! É hora do socialismo!
    VENHA MILITAR NA JSB

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    Municipios que desejam constituir Coordenações Municipais ou Núcleos podem entrar em contato com Diego Nickel (Coordenador Estadual do Movimento LGBT Socialista) pelos telefones 51-84198777 / 51-33259494 ou pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

     

     

     

     

    Total de artigos: 7
  • Movimento Popular Socialista
     

    A construção do Movimento Popular

    O surgimento do movimento popular e, em especial, das associações de moradores, se deu em conseqüência das desigualdades sócio-econômicas vigentes, da injusta distribuição de renda nacional, ocasionados pelo enriquecimento de meia dúzia de grandes conglomerados que acontecem hoje através de grandes fusões, gerando desemprego e o empobrecimento da maioria da população brasileira.

     

    Para que o movimento popular possa ser um instrumento em defesa dos interesses da sociedade, principalmente dos mais carentes, é indispensável que seja capaz de superar suas atuais deficiências. A partidarização das entidades desmobiliza e enfraquece o Movimento Popular. Elas devem ser apartidárias, pois sua missão é organizar e conscientizar a sociedade, pertencentes as mais variadas tendências políticas e religiosas. São muitos os partido políticos, porém a relação destes com o movimento popular e social difere bastante.

     

    Precisamos romper com a cultura de que o movimento tem um papel secundário nas transformações sociais. O Movimento Popular Socialista do PSB proporciona debates sobre os efeitos de uma política econômica e social injusta e desumana e suas causas, bem como debates com técnicos em habitação, saneamento, educação, saúde, administração pública, etc. Neste sentido, entendemos, que o movimento popular tem potencialidades para desempenhar um importante papel na construção do senso crítico dos cidadãos.

     

    Conscientes de que os problemas sociais e econômicos somente serão resolvidos com a organização, a união, a mobilização e a luta de todos, o PSB se organiza na luta popular através do MPS para dar sustentação as reivindicações das camadas menos favorecidas da sociedade.

    Total de artigos: 10
  • Negritude Socialista Brasileira
     

    Negritude Socialista Brasileira - Igualdade e Justiça Social

    Companheiros Dirigentes Municipais,

    Estamos reorganizando o Movimento Negro Socialista no Rio Grande do Sul e para tanto, solicitamos sua cooperação através do envio de informações acerca de seu município. Ao responder a estas perguntas você estará ajudando na melhoria da organização partidária no nosso estado.

    1) Existe o Movimento Negro no seu Município?
    2) Qual é a participação do PSB?
    3) O nosso partido tem núcleo de negros organizados?
    4) No município temos filiados negros?
    5) Qual o percentual de negros no município?

    Envie estas Informações para Luiz Mattozo, na Sede Estadual do PSB, em Porto Alegre, por correio, por telefone ou e-mail:

    Fone: 51 3211 3900 E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

    Luiz Carlos Mattozo
    Coordenação Nacional do Movimento Negro Socialista

    Total de artigos: 20
  • Mulheres Socialistas

    Secretaria Estadual de Mulheres do PSB/RS

    Rua Barros Cassal, 288 - Bairro Floresta

    CEP 90035-030 - Fone/Fax: (51) 32113900

    E-mail - O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

     

    As Mulheres e a construção de uma nova sociedade

    Se pensarmos nos espaços que, progressiva e crescentemente, a mulher vem ocupando na sociedade, temos que reconhecer o quanto caminhamos. Mas esta constatação precisa ser tão somente um alento para prosseguirmos em uma estrada que apresenta muito chão pela frente. Há ainda muito que caminhar, há muitas injustiças por desfazer.

    Historicamente, a sociedade se organizou sobre pilares machistas, onde as mulheres foram relegadas a papéis secundários e, mesmo quando foram protagonistas de fatos importantes, a história oficial omitiu.

    Não podemos pensar em um novo modelo de sociedade sem olhar para a especificidade da situação da mulher, que é na maioria das vezes pobre, além de discriminada.

    Atualmente, as mulheres representam 51% da população mundial, são, no entanto, 2/3 dos pobres no mundo e também dos analfabetos.

    A construção dessa nova sociedade que defendemos e queremos deverá passar, necessariamente, pela nossa ocupação nos espaços políticos, nas instâncias de decisão. É preciso fazer política e ocupar posições de poder em todos os cantos, no âmbito do Estado e da sociedade civil organizada. É importante que nós mulheres estejamos presentes, também, nas direções dos movimentos e das organizações, contribuindo para dar um norte, participando da gestão social do espaço público, do que é de todos, da coletividade.

    É importante, também, afirmar valores de liberdade, solidariedade, respeito às diferenças; relações de diálogo e de transparência. Enfim, afirmar relações diferentes na política.

    Antes de tudo, porém, é fundamental desejar mudanças, construir projetos de novos cenários e se dispor a concretizá-los. A nossa luta é pela igualdade de direitos e de oportunidades.

     

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Produção, desenvolvimento e manutenção: