Quinta-feira, 21 de  fevereiro de 2019

Segmentos organizados do PSB propõem pauta conjunta em defesa dos direitos sociais

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Escrito por Luciane Ferreira  |  Categoria: Blog
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Encerrou nesta segunda-feira (4) o Curso de Formação Política dos Segmentos Organizados do PSB, em Brasília. Os secretários nacionais defenderam a adoção de uma pauta conjunta que represente a vontade popular e a defesa dos direitos sociais diante da ameaça de retrocessos. O curso é promovido pela FJM em parceria com o PSB.

Participaram as secretárias e secretários nacionais: de Mulheres, Dora Pires; da Negritude Socialista, Valneide Nascimento; do LGBT Socialista, Tathiane Araújo; do Movimento Popular, Acilino Ribeiro; da Juventude Socialista, Tony Sechi; e do Sindicalismo Socialista, Joilson Cardoso.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o ex-senador João Capiberibe, o diretor de Organização da Fundação João Mangabeira, Fábio Maia, como representante do diretor presidente Ricardo Coutinho, e o cientista político da FJM, Adriano Sandri, também participaram do evento.

Para Maia, o objetivo do curso é que os militantes troquem ideias e discutam para que o partido tenha “um norte” numa conjuntura política adversa com o governo de Jair Bolsonaro. “Dias difíceis virão e só serão atenuados com a luta do povo, com a organização popular e esse curso será um catalisador de ideias pra mobilizarmos cada vez mais a população para conquistarmos e garantirmos os nossos direitos”, disse.

Diante da “crise da democracia brasileira devido ao novo governo”, Capiberibe também defendeu a luta para superar essa “tragédia política”. “Hoje, nós temos um governo com cara de ultra-direita e temos que combater. Minha perspectiva é de que vamos superar isso através das lutas nas ruas, nas mídias e nas redes sociais. A estratégia de mobilização dos nossos segmentos precisa ser repensada de forma a mobilizar e despertar o interesse das pessoas pela política em todo o país. E isso se dará pela universalização da comunicação pelas redes”.

Já Acilino Ribeiro, secretário do Movimento Popular do PSB, disse é preciso fazer uma autocrítica para que a militância compreenda que precisa ser útil e não apenas importante. “Nós não temos que construir um partido pra nós, mas para a sociedade. O PSB precisa de uma militância que vá para as ruas e para as redes sociais contra esse governo que já disse tudo que vai fazer – vai perseguir homossexual, vai prender negros, vai acabar com a reforma agrária, vai tirar direitos dos trabalhadores. Então, não podemos esperar”, exaltou.

O secretário nacional da Juventude Socialista Brasileira (JSB), Tony Sechi, também apontou o fortalecimento dos segmentos e sua atuação na sociedade como uma necessidade para superar esse desafiador momento político. “A construção da militância no cotidiano é muito importante e, nesse cenário adverso, temos que combater essa ‘caça ao socialismo’. Essa palavra que está no nome do nosso partido e que nos move, tem um presidente declarando guerra a ela. Por isso, é um momento de nos unirmos como segmentos e buscarmos um planejamento a longo prazo para cada movimento”, afirmou.

Para Joilson Cardoso, secretário nacional da SSB, o curso é um momento de afirmação das posições de cada segmento, mas de forma conjunta. “É um encontro de construção coletiva entre as pautas dos nossos segmentos, para aprendermos uns com os outros sobre as nossas causas. Estamos aqui para aprender e ensinar a militância a tornar nosso partido mais forte e a respeitar nosso legado”, disse.

É necessário que a gente construa nossa pauta conjuntamente. Sozinhos não somos fortes, mas juntos sim. Por isso, entendemos que essa unidade dos segmentos é de fundamental importância para lutarmos juntos e defendermos as pautas uns dos outros para nos reafirmarmos enquanto partido socialista”, complementou a secretária nacional de Mulheres, Dora Pires.

Tathiane Araújo, secretária do LGBT Socialista, lamentou que as causas do movimento sofram muita discriminação na sociedade e na política. Por isso, aprovou a realização do curso como um espaço de troca de conhecimentos que pode ajudar a dispersar as pautas LGBT dentro do próprio partido. “Não queremos ser um segmento só para existir o gay, a ‘sapatão’ ou a travesti no partido. Precisamos de pessoas que expressem a política pública das pautas LGBT e que proponham isso para o Legislativo”.

Para a secretária da Negritude Socialista Brasileira (NSB), Valneide Nascimento, também é importante ter a população negra nos espaços de poder. Dessa forma, ela destaca que o curso tem como ponto principal a instrumentalização e empoderamento dos militantes de todos os segmentos com conhecimento para a compreensão da realidade política, econômica e social do país. Valneide defende ainda que exista uma agenda coletiva com pautas dos movimentos do partido para atuação na política e na sociedade.

Foram promovidas palestras sobre as novas bandeiras para a mobilização do PSB, como se comunicar com as bases por meio das mídias sociais, ativismo partidário na formação de quadros e no trabalho de base, entre outros temas.

Os militantes participaram de debates, elaboraram de propostas e ações comuns para o período de 2019 e 2020, atividades culturais e lançamentos de publicações e materiais em vídeo sobre o partido e seus segmentos.

Texto e Foto PSB Nacional 

 

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