Segunda-feira, 23 de  outubro de 2017

OPINIÃO: O fim de uma era?

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Escrito por Daniela de Miranda  |  Categoria: Artigos
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*POR HEITOR SCHUCH - Deputado Federal PSB/RS
Terminou no último final de semana uma era marcada pela atuação forte do Ministério Público Federal (MPF) comandada pelo procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que colocou na berlinda corruptos e corruptores que vinham sangrado o nosso país e trazendo prejuízos enormes para toda a população.

O dinheiro objeto desta corrupção é o que falta nos postos de saúde, nos hospitais, na segurança pública, nas universidades, nos projetos sociais e no financiamento para a agricultura familiar. Por outro lado, esse processo viciado também acarreta a competição desleal entre empresas, permitindo que corporações beneficiadas por contratos fraudulentos, isenções e sonegação de impostos, como denunciado pela Operação Zelotes, acabem por inviabilizar centenas de outras empresas pequenas e médias, ceifando milhares de postos de trabalho.

 Janot foi responsável pela maior investigação contra a corrupção já realizada neste país, a Lava Jato, e com um grupo de dez procuradores comandou mais de 137 investigações, que resultaram na prisão de centenas de políticos e empresários, identificando e denunciando a venda de Medidas Provisórias e crimes do “colarinho branco” de todo tipo. Os acordos de delação premiada também foram um dos principais instrumentos utilizados para começar a desbaratar a teia de corrupção, permitindo que recursos da ordem de R$ 51 milhões em dinheiro vivo fosses localizada e restituídos aos cofres públicos. No total, o montante já recuperado supera os R$ 10 bilhões, dinheiro suficiente para construir, equipar e manter dezenas de hospitais.

 A atuação do Ministério Público, juntamente com o Juiz Sergio Moro, também está servindo de alento para a população que começa a ver pessoas que sempre se julgaram muito acima da lei indo parar atrás das grades, numa legitima demonstração que a justiça também pode funcionar para todos, independentemente da sua condição econômica.

 Esperamos que a nova procuradora geral da República, Raquel Dodge, inicie seu trabalho contrariando a imagem criada de que colocaria panos quentes nas investigações em andamento, e mantenha o papel investigativo que vinha sendo desencadeado. É isso que a sociedade brasileira espera. Não podemos retroceder neste quadro das investigações, pelo bem da política, mas principalmente, como indicativo de que somos um país sério e trabalhador.

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